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“Time passes. Even when it seems impossible. Even when each tick of the second hand aches like the pulse of blood behind a bruise. It passes unevenly, in strange lurches and dragging lulls, but pass it does. Even for me.”
New Moon, Stephenie Meyer

O tempo passa. Quem diria, huh?
Quem diria que as coisas poderiam ser esquecidas, deixadas de lado com tanta facilidade. Quem diria que o tempo apagaria tantas coisas, tantas coisas que um dia significaram tanto.
Quem diria que depois de tanto tempo eu ainda lembraria do que insiste em ser esquecido. Quem diria que eu seria tão estúpida a esse ponto.
Saudades. Isso é saudades. Sentir tanta falta que já nem se sabe se o que te faz falta realmente existiu.
Coisas distantes, anos passados, perdidos.
Será que é real? Eu devo estar sonhando. Ou tendo um pesadelo, quem sabe.
Que tola eu fui. Acreditar que algo pode durar pra sempre.
Nada é pra sempre. A vida se esvai. As memórias ficam. Até serem substituídas por outras, melhores, ou mesmo piores.
E enquanto a vida se perde, nós vamos vivendo. Acreditando novamente. Iludindo-nos, como sempre. Esperando.
Esperando que as memórias fiquem. Memórias boas no lugar das ruins.
Sentir falta é inevitável. Esquecer é inevitável. O que se pode tentar evitar é que a vida se esvaia pelos vãos dos seus dedos.
Assim, vamos tentando evitar o inevitável. As coisas como são.

Uma música, uma época, um gosto, um cheiro, uma foto, uma lembrança, um objeto, uma lágrima, um sentimento, uma palavra, um dia, uma pessoa, um lugar, um momento, um segundo, talvez cinco… Talvez mais, talvez menos.
Saudades, saudades! Me mata lembrar, me mata esquecer, me mata querer voltar no tempo! Me mata, me sufoca, me faz suspirar. Me faz sentir mais saudades!
Saudades de algo que eu nem sei se tive, se vou ter, se existiu. Se é só lembrança, se ficou na memória, se vai voltar… Não sei.
Só sei que tenho saudades, saudades e saudades, já nem sei mais de quando, de quem, porquê.