Essa época me lembra muito o ano passado. Eu estava realmente mal. E dessa vez parece ser pior.
Eu perdi o chão. Totalmente.
Eu não sei como eu ainda estou respirando nesse exato momento. Meu coração bate, mas eu não sinto. As lágrimas escorrem, mas eu não me importo. As horas passam, mas eu não vejo. Eu não sinto.
Eu só sinto o vazio. Como se houvesse um buraco dentro do meu peito, e dentro desse buraco, um tudo muito grande, mas que é pequeno demais perto do nada. O nada passa a ser parte de mim. E é como se não houvesse outra coisa, viva ou morta, perto ou longe, aqui ou lá.
Nada faz sentido. Não existe segurança. Não existe conforto. Não existe motivação, razão, expectativa alguma.
O chão. Parece ser um bom lugar. Um bom lugar pra eu ficar agora.
Seria melhor, é claro, se eu ainda o pudesse ver diante dos meus olhos, ou abaixo de mim.
Quem escreve
Aline, 16 anos, São José dos Campos. Livros, música, risos, internet, fones de ouvido, café, vícios, virtudes, esquisitices e instabilidade. +++
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