É o que eu tenho sentido.
Das coisas que eu deveria ter feito e não fiz. Das coisas que eu deveria ter dito e não disse. Das coisas que eu poderia ter sentido e não senti. Das coisas que eu fiz, disse, senti, que são quase as mesmas que eu não fiz, não disse e nem senti.
Eu perdi tanto. Eu me perdi em tantas coisas.
O que eu sou hoje eu já nem sei. Não sei se sou uma sombra, migalhas ou rastros. Eu nem sei se eu ainda existo. São poucos os momentos em que eu posso me sentir viva, e esses momentos são constantemente interrompidos pela cruel realidade.
Morrer não dói, disse Cazuza. E eu começo a concordar. Me sinto num profundo estado de inércia. Eu só quero ficar no meu cantinho, imóvel, intacta, pra sempre.
Eu quero esquecer esse tudo, que é, ao mesmo tempo, nada, e que insiste em tomar conta dos meus pensamentos.
Será que…? Não sei, não quero saber. Será que vale a pena? Me torturar por algo que obviamente não vai chegar a lugar nenhum? Me arrepender?
No final, tudo é esquecido, de qualquer maneira.
E eu já não sei de mais nada. Não quero saber.
Quem escreve
Aline, 16 anos, São José dos Campos. Livros, música, risos, internet, fones de ouvido, café, vícios, virtudes, esquisitices e instabilidade. +++
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2 Comentários
realmente ficou bem diferente o post daquilo que vc havia escrito antes, mas não saiu muito do foco. eu gostei muito do outro post e desse mais ainda, sabe tudo isso faz tanto sentido pra mim quanto faz pra vc, e eu até chorei e nem sei te explicar porque rs. e eu concordo com tudo, exatamente tudo, menos a parte em que vc diz que não sabe se é uma sombra, migalhas ou rastros, cara pelo amor né? você é muito mais do que isso, e você sabe :)
Mas porque se arrependes, Lime? Nada disso, por favor mude de opinião ok? Já passou, não passou? As vezes dá pra voltar atrás, mas como dessa vez não dá…. Deixa! Curte o agora.
Beijos.