Eu sou uma pessoa indecisa, não nego. Aliás, faço questão de deixar bem claro. Ou talvez eu seja tão indecisa que nem isso eu consiga.
É complicado explicar, porque além de tudo isso, eu ainda sou confusa.
Por que eu não sei o que eu faço comigo mesma. Eu me amo, me odeio, me bato e me beijo, tudo isso em menos de um minuto.
O que eu quero, a final de contas? Tudo e nada, todos e ninguém.
E pra escolher roupa, então? Um desastre.
Mas o que eu tô tentando falar aqui, é o seguinte: eu quero ajuda. Sério. Ou será…? Ah, sei lá.
Odeio gente decidindo coisas por mim, ou tentando me forçar a fazer algo que eu não queira, mas,  já que eu nem sei o que eu quero, uma ajudinha cairia muito bem.
Entende o que eu quero dizer? Jura? Então tenta me explicar.

Esse foi o meu pior texto de todos os tempos, fato.

Por que as pessoas dizem que “todo mundo tem um lado ruim”? Quem disse que as pessoas são boas, pra começo de conversa?
Pessoas são frias, egoístas, possessivas e indiferentes. Tudo o que querem é seu próprio conforto. E além de tudo são hipócritas. Dizem que se importam com o próximo, mas na verdade querem mesmo é que o próximo se exploda. Isso, ou que pelo menos o próximo esteja numa situação pior do que a sua própria.
Mas nem tudo são espinhos. No fundo, mas bem no fundo mesmo, as pessoas são boas. Por mais que tentem esconder, e muitas vezes consigam, bem lá no fundo, você sabe, todo mundo tem um lado bom.
E por mais que as pessoas sejam, de fato, más, a consciência existe justamente pra foder com a vida da geral.
Mesmo que o tal lado bom não seja aflorado em todas as pessoas, ele existe. Pode ser que ele seja como uma pequena vela quase se apagando, ou como uma lâmpada que acabou de ser trocada.
Mas a verdade mesmo é que ninguém é inteiramente mau ou bom. Ninguém consegue ser sempre bom ou sempre mau. Cabe a cada um escolher o que lhe parece certo, seja esse certo  “ser bom” ou “ser mau”, e não cabe a mais ninguém julgar, porque, convenhamos, quem somos nós para tal?

Quebra-cabeças são incríveis. Cada peça tem seu lugar certo. Cada peça só cabe no lugar certo. Não adianta tentar colocar uma peça em outro lugar que não o que lhe foi designado.
Se você pega uma peça e tenta colocá-la no lugar errado, o quebra-cabeça vai estar incompleto. Cada peça tem a sua singularidade. Todas as peças, por menores que sejam, são imprescindíveis. Sem todas elas juntas, integradas, não faz sentido.
Se as peças estiverem em seus devidos lugares, tudo vai parecer certo. Tudo vai ser como deveria ser. Mas se faltar alguma, ou se alguma estiver no lugar que não o seu, então, algo estará indubitavelmente errado. Não era pra ser. Você tenta, tenta e tenta. Mas não consegue. Pode parecer certo por uma fração de segundo, mas não era inicalmente determinado que fosse assim, e não será.
Essa é a vida. Você pode tentar, tentar e tentar, mas só quando a peça certa encontrar o lugar certo é que tudo vai fazer sentido.
Algumas peças podem ser aparentemente insignificantes, mas na realidade querem dizer mais do que as pessoas normalmente veem.
Se alguma peça, por menor que seja, estiver fora do lugar, haverá uma falha na estrutura, e falhas na estrutura, por menores que sejam, podem se tornar grandes rachaduras no futuro.
Se alguma peça estiver fora do lugar, o melhor a fazer é removê-la e encontar seu lugar certo. Remover essa peça pode ser difícil, mas a pequena dor da retirada não será significante quando comparada ao bem que virá quando essa peça estiver no lugar ao qual pertence.
Quando você olhar o seu redor e realmente conseguir enxergar um sentido em todas as coisas que te cercam, em todas as coisas, junta ou separadamente. Quando uma brisa te atingir e você conseguir realmente sentir a leveza. Quando o seu quebra-cabeça estiver completo, você finalmente terá encontrado todas as coisas que esteve procurando por todo esse tempo. Você poderá ver com seus próprios olhos que tantas tentativas não foram em vão, e que de cada uma delas você tirou um pequeno pedaço de cada peça fundamental do grande quebra-cabeça da sua vida.